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Os pilares da economia: o que movimentará o mercado e o câmbio?
2 de fevereiro de 2026 |

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2 de fevereiro de 2026 |

A economia brasileira entra em 2026 sob a influência de estímulos fiscais internos, o calendário eleitoral e o avanço de tecnologias financeiras. Esse conjunto de fatores impacta o custo de vida, o acesso ao crédito e o planejamento financeiro das famílias e empresas.
O desempenho atual da economia não é determinado por um único evento, mas pela combinação de múltiplos vetores principais. A análise desses elementos permite compreender o ritmo de crescimento do país, o comportamento dos preços e a variação da moeda estrangeira.
A seguir, detalhamos os elementos que ditarão o ritmo do Produto Interno Bruto (PIB), da inflação, dos juros e, naturalmente, da cotação do dólar.
A taxa básica de juros, a Selic, é a principal ferramenta do Banco Central (BC) para controlar a inflação. Quando os juros estão altos, o crédito fica mais caro, o que desestimula o consumo e a circulação de dinheiro, ajudando a baixar os preços.
Em 2026, após um período de taxas em 15%, a tendência é que se inicie um ciclo de cortes. O mercado projeta que a Selic termine o ano entre 11,25% e 12,75%.
Essa movimentação brasileira não ocorre de forma isolada e depende do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Quando o Fed mantém os juros americanos altos, ele atrai investidores para os títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo.
Para o Brasil atrair capital estrangeiro, precisa oferecer uma taxa de juros maior do que a americana para compensar o risco.
Nesse sentido, o principal motor do câmbio continua sendo o diferencial de juros. Se o Banco Central brasileiro reduzir a Selic muito rápido, enquanto o Fed mantém as taxas estáveis nos EUA, o Brasil perde atratividade.
Isso pode causar a saída de dólares do país, resultando na desvalorização do real. Portanto, as perspectivas para 2026 apontam para um ciclo de cortes graduais na Selic, condicionado à capacidade do governo americano de também reduzir seus juros sem gerar nova inflação por lá.
2026 é ano de urnas, e a história brasileira ensina que a prudência fiscal costuma ser testada em períodos eleitorais. O mercado monitora se o governo conseguirá cumprir as regras do arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas para evitar o endividamento excessivo do país.
Um dos principais pontos de atenção este ano é a injeção de recursos na economia por meio de medidas tributárias e sociais.
Os principais fatores de pressão fiscal em 2026 são:
A inflação mede o aumento generalizado de preços de bens e serviços. Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma trajetória de queda, ficando dentro do limite do teto da meta — que era de 4,5%.
No entanto, o desafio do Banco Central é fazer com que esse índice atinja a meta estabelecida de 3%, um processo que encontra resistência devido ao aquecimento do consumo doméstico.
Diversos vetores devem influenciar a dinâmica dos preços ao longo deste ano, como:
Mesmo com a inflação sob controle, a convergência para a meta é lenta. Isso exige que a política de juros continue agindo de forma moderada para evitar um novo ciclo de alta.
O cenário econômico tende a ser marcado pela integração de novas tecnologias ao sistema financeiro e produtivo. Essas inovações deixaram de ser experimentais, alterando a forma como o dinheiro circula e como as empresas operam.
Primeiramente, a inteligência artificial (IA) atua como um padrão de eficiência. No agronegócio e na indústria, por exemplo, a automação de processos e a análise preditiva de dados permitem produzir mais com menos recursos.
No sistema financeiro, o destaque é a utilização de blockchain e stablecoins:
Essas tecnologias impactam o câmbio ao oferecerem alternativas práticas para a guarda e movimentação de moeda estrangeira. A facilidade de acesso a ativos digitais dolarizados permite que empresas e pessoas se protejam da desvalorização do real de forma mais ágil.
Não se pode olhar para o real sem observar o DXY (índice do dólar global). Se os EUA confirmarem o cenário de “pouso suave” e continuarem cortando suas taxas de juros, o dólar tende a perder força globalmente.
Entretanto, fatores externos podem alterar essa trajetória. Tensões geopolíticas e novas políticas tarifárias internacionais funcionam como riscos imprevistos.
Como o Brasil é um grande exportador de matérias-primas, o país se beneficia de um câmbio estável. Por outro lado, em momentos de incerteza global, investidores tendem a retirar capital de mercados emergentes para buscar segurança em títulos americanos, fenômeno que pressiona a cotação do real para cima.
De maneira geral, o cenário projetado é de um crescimento moderado do PIB (1,7% a 2%), com inflação sob controle, mas ainda acima da meta de 3%. O dólar deve girar em torno de R$ 5,50, mas com janelas de volatilidade intensa entre julho e outubro.
Para empresas e investidores, a palavra de ordem é proteção. O uso de ferramentas de hedge cambial e a diversificação ajuda a proteger seu patrimônio diante da volatilidade.
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O mercado projeta que a Selic encerre o ano entre 11,25% e 12,75%. O ritmo de queda depende da inflação de serviços no Brasil e das decisões de juros do Federal Reserve nos Estados Unidos.
O calendário eleitoral costuma elevar a volatilidade, especialmente no terceiro trimestre. As incertezas sobre a futura política fiscal e o cumprimento do arcabouço pelo governo atual são os principais gatilhos para a oscilação da moeda.
A IA atua na redução de custos e ganho de produtividade. Já as stablecoins e a tecnologia blockchain agilizam transações internacionais e a tokenização de ativos, oferecendo novas formas de proteção cambial.
O cenário central aponta para um dólar em torno de R$ 5,50. No entanto, o valor final dependerá do diferencial de juros entre Brasil e EUA e da percepção de risco fiscal durante o período das urnas.